X-Men: Dias de um Futuro Esquecido (Bryan Singer – X-Men: Days of Future Past)

131 min | Ação – Aventura – Fantasia | EUA – Reino Unido

Contrariando todo o universo, sempre achei a decisão de devolver as mãos de B. Singer a franquia X-Men um grande erro, bobo e estúpido. Matthew Vaughn em First Class lançou a franquia para um patamar muito superior que seus antecessores, e levar os mutantes para esse retrocesso, numa direção aos moldes dos primeiros títulos foi uma burrice sobre-humana. Imaginem se depois do amadurecimento adquirido em O Prisioneiro de Azkaban pelas mãos do talentoso Alfonso Cuaron, deixassem novamente Chris Columbus dirigir um filme da serie Harry Potter? Bom, é isso ai!

Em Dias de um Futuro Esquecido, Bryan Singer declara sua falta de pulso e esperteza no que poderia ter sido o melhor blockbuster do ano, numa direção lenta, didática e terrivelmente antiquada.

Apesar das excelentes atuações, vide o sempre IMPECÁVEL Hugh Jackman e o talentosíssimo Evan Peters como Mercúrio (aliás, a única coisa que “brilha” no filme), o ótimo elenco é tragado pelo pouco espaço cedido aos muitos personagens, por diálogos bregas e o uso errôneo desse ótimo argumento numa edição inexistente, em meio a efeitos especiais preguiçosos (aliás, por que não chamar a Weta ou a Light & Magic?) num longa sem música e sem ritmo.

No fim, apesar de haver sim, cenas incríveis (onde a melhor é a passagem formidável do jovem “Mercúrio”), o filme termina como um grande e lento retrocesso da série para um lugar que a mesma não precisava voltar: para o ano 2000, para as mãos de Bryan Singer.

Indgnato quase dormiu na mansão Xavier.

Postado em by Kinho - Review