Star Wars: O despertar da Força – 2015 (Star Wars: The Force Awakens – J.J. Abrams)

| Ação – Aventura – Fantasia | EUA

Quem escutava o Coliseucast, me viu no ep. 68 dizendo essas palavras […]”Não gosto dos filmes Star Wars, acho os seis uma bosta mas gosto do Universo. Espero sinceramente que esse novo seja bom, eu quero que seja bom, quero gostar de um filme do Star Wars, boto fé no J.J. Abrams”…infelizmente não foi dessa vez.

Nem de longe, esse, que é o Episodio VII, pode ser definido como ruim, mas como eu sempre digo: “O pior filme não é aquele que é de fato. É aquele que poderia ser incrível e não é”, Star Wars é assim, poderia ter sido incrível e é não é.

Desde sua estreia, tudo que escutei sobre, foi como o filme é bonito e como emocionou o publico, e realmente o filme está muito bonito, com algumas fotografias belíssimas e um ótimo uso da computação gráfica, mas quanto a isso, ele não faz mais do que a obrigação dele! Porque com os milhões e milhões investidos, isso é o MINIMO que se espera de um filme blockbuster de peso e de nome como esse. E sobre essa “emoção”, é a emoção que só toca quem é fã da saga, porque na verdade o filme é um grande fan service que não teve coragem de alçar voos em novos ares.

Quase quarenta anos depois de Uma Nova Esperança, nos vimos no seguinte cenário: Temos mais dinheiro, mais tecnologia, temos centenas de pessoas apaixonadas envolvidas no projeto, muita energia positiva e o melhor, UM DIRETOR DE VERDADE; e mesmo assim, o que J.J. Abrams e a Lucasfilm nos entregou foi uma repaginação, uma repetição de ideias de um filme dos anos 70, que já tinha se repetido no final dos 90, isso é uma verdadeira infelicidade.

Eu sei que o verdadeiro fã vai discordar, mas todo fã é retardado; o que a serie precisava mesmo era ser lançada para o futuro, trazer algo novo, pra quiça, talvez, gerar um quarto da revolução que foi o original Guerra nas Estrelas, e o que recebemos foi o mesmo jogo com peças novas.

O grande (e talvez único) chamariz desse filme é a belíssima Daisy Ridley (Rey), atriz de 23 anos que com seu enorme carisma abrilhanta o filme com seu talento e seus olhos cintilantes ao lado do igualmente acertado John Boyega (Finn), que fecha trincado o protagonismo do longa.

No fim, apesar dos apesares, O Despertar da Força é o melhor o mais engraçado filme da serie, cheio de ótimas cenas mas cheio de erros bobos. Um filme sem culhões, que ta longe de ser o melhor do ano mas que diverte. Particularmente, mas uma saga que não vou acompanhar no cinema. Acho que não vai ser nessa vida que vou ver um filme Star Wars que seja tudo isso que todos falam.

Pode ser que esta minha analise, seja uma visão azeda de alguém que nunca gostou da serie, pode ser; mas posso garantir, que também é de alguém que acompanha triste o caminhar do cinema Americano e sabe que tudo que a sétima arte não precisa mais hoje e de algo que a arraste para o passado, porque o novo está na nossa frente e precisamos conhece-lo.


RaulRaul Lima de Albuquerque viu o C3PO :D.

 

Postado em by Kinho - Review