The Last of US – 2013 (Naughty Dog – Sony)

Playstation 3 | Playstation 4 – Suvivor

Depois de uma vida conturbada, o Playstation 3 fechou seu ciclo com chave de ouro. Gran Turismo 5 foi ultrapassado antes mesmo de seu lançamento, God of War 3 foi mais do mesmo, Uncharted é muito bom, mas Lara Croft de calças já era algo esperado, e Metal Gear Solid 4, bem, esse é igual Pokémon, só agrada os fãs da franquia. Já Killzone, The Little Big Planet, e outras novas franquias, jogos bons, mas nada de espetacular, ou no mínimo surpreendente.

Já o último jogo que a Naughty Dog preparou para o fim do ciclo do Playstation 3 é espetacular e com certeza entrará para a lista de melhores de todos os tempos de muitos jogadores e sem dúvida o melhor do PlayStation 3.

Depois de acompanhar as desventuras de Joel e Ellie pelo mundo apocalíptico de The Last of US, com certeza conquistei um “troféu pessoal”, pois esta história é àquilo que a indústria dos games estava esperando para firmar-se como uma arte.

Joel, o típico personagem de games do gênero, durão, antissocial, impulsivo e totalmente indiferente à vida alheia, comporta-se como se é esperado dele, faz tudo o que é preciso para cumprir sua tarefa e em momento algum decepciona o espectador/jogador.

Ellie, essa personagem tem um crescimento incrível durante o jogo, passa de uma simples garota mimada que foi criada longe de toda a realidade do mundo, para uma mulher forte e esperançosa.

A história é batida, sim, trata-se de mais um apocalipse zumbi, mesmo não se tratando de zumbis tradicionais, mas de humanos infectados por um fungo parasita, mas desta vez, os “zumbis” são apenas desafios a serem superados, apenas “encontros aleatórios” de jogos de RPG. O que importa mesmo aqui são os humanos vivos.

Nem The Walking Dead, que se propõe a apresentar o lado humano do apocalipse zumbi conseguiu ir tão longe. The Last of Us coloca humanos contra humanos em um mundo desolado, em uma batalha que muitas vezes nem sempre é pela sobrevivência, mas apenas para exercitar a maldade humana.

O desapego pelo mundo e pelas coisas vivas faz com Joel passe mais da metade do jogo apenas encarando sua viagem como uma missão, descartando qualquer sinal de amizade ou carinho por sua companheira. Já Ellie não demora para ver a figura de um pai em Joel. A interatividade entre os dois personagens é o centro da história, e chega ao ápice no final.

Final, esse já era esperado, depois de algumas horas de jogo percebemos que é o único final possível na série, infelizmente isso tira o quesito surpresa, mas pelo menos não é algo que desaponta. A única surpresa mesmo é o chefe final, ou melhor a falta dele.

A dificuldade é equilibrada, não poder carregar muitas posses, nem muito menos gastá-las à vontade dá o clima verdadeiro de sobrevivência que o jogo propõe. Muitas vezes o mais difícil de se encontrar são lâminas, o que faz sentido, já que elas seriam a primeira opção dos sobreviventes. Acredito que assim como eu, a maioria dos jogadores terminaram o jogo cheio de suprimentos, pois o medo de usá-los é tão grande que acabamos evitando ao máximo.

Tratar os “zumbis” como um simples obstáculo é tão comum que em 70% das vezes passamos por eles sem nem mesmo começar um combate, com isso dando um show de furtividade que faria até o Batman ter inveja, já que não contamos com seus aparatos tecnológicos.

Talvez os únicos pontos fracos do jogo são: a munição deixada para trás pelo protagonista, não poder pegar as armas, ou pelo menos a munição, dos inimigos mortos deixa um quesito sem sentido no jogo. E as coberturas que aparecem espalhadas pelo cenário, assim destruindo qualquer surpresa antes dos combates.

Por fim o enredo (digno de um Oscar) do jogo por si só vale a pena ser jogado, mesmo que o jogo não faça o estilo do jogador, o grande problema do enredo é exatamente o fato dele estar em um videogame, assim restringindo o público em geral. Assim como acontece com outras obras de artes, como Final Fantasy VII, infelizmente essa história será vista por poucos.

Então vivam essa história, encarem-na como um filme contado através de um jogo, assim como aprendemos a ler quadrinhos através dos filmes com os últimos de super-heróis. Aprendemos a assistir grandes filmes através de The Last of Us!

Trailer

Gounford acredita que o gênero zumbi ainda tem salvação.

Postado em by Kinho - Review
  • Wellington Vieira

    Este jogo é inexplicavelmente sensacional! A prova disso é, eu não tenho uma vivência em jogos, nunca foi um atrativo que me prendesse muito a atenção e talz, porém de tanto que me falaram desse jogo, resolvi dar uma chance neah.. vai que….
    E FOI! Muito interessante as passagens, o envolvimento entre você (jogador) e personagem, em determinado momento, você já não consegue discernir a diferença entre você mesmo e o Joel de tão profundo que é a personagem. Todas as personagens mostradas contribuem e MUITO para a trama. Questões são levantadas, o que é certo ou errado para àquela determinada situação, os valores humanos que devem ser postos em prioridade. Até onde você é capaz de superar as adversidades, e o mais importante, você é capaz do quê para se manter vivo?. . . Enfim, recomendo muito para que todos coloquem algumas horas à disposição desse game. Valerá muito a pena.

  • Clovis Junior

    O que é necessário para sobreviver? O que devemos sacrificar em favor de um resultado?

    Estas perguntas atormentam a nossa mente durante o decorrer da história de The Last of Us. Game desenvolvido pela Naughty Dog e lançado em junho de 2013, que nos mostra a contaminação dos seres humanos pelo fungo cordyceps e por sua vez os transformando em zumbis. Podemos pensar que é apenas um jogo para matar os zumbis por si só, mas não é isso.

    O jogo demonstra as dificuldades de se sobreviver em um mundo devastado, onde até mesmo um ente querido pode ser o seu inimigo (infectados). A aventura por assim dizer, tem inicio com uma “tarefa” dada a um dos protagonistas do jogo, Joel, que deve atravessar várias cidades levando consigo Ellie em busca de uma possível cura para a infecção. Desta união de personagens criam-se laços de pai e filho. Um zelo de um para com outro que cativa o jogador.

    Para quem gosta de diversão, desafio, e uma história bem desenvolvida.The Last of Us é jogo ideal. E realmente, este será o jogo da sua vida.

    E agora, quem conseguirá desenvolver um game mais fantástico que este?

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  • Rodrigo

    Não joguei esse ainda mas com certeza está nas minhas futuras aquisições, já jogou BEYOUND TWO SOULS…… esse tem cara de obra-prima também !!!!!!

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  • Ótimo artigo, parabéns!