Robocop – 2014 (José Padilha)

117 min – Ação | Crime | Sci-Fi – USA

Comparações a parte, Robocop de José Padilha é um bom filme de ação. Comparado com os demais do gênero ele se sobressai bonito, por uma série de acertos.

A grande surpresa do remake é a identidade do diretor que não foi perdida, que todos temiam, mas que felizmente não aconteceu. Além da sábia escolha de José de não se atrever a tocar ou a mudar o original e apenas nos entregar uma versão atualizada do mesmo, temos boas atuações numa distopia-utópica competente.

O filme se assegura como um blockbuster valoroso, pelos bons dialogo, pelos bons atores, pelo uso assertivo dos efeitos especiais e pelas inúmeras criticas sociais, politicas, filosóficas e existencial que, comparadas com outros títulos como Tropa de Elite 2, são bem rasas, mas que a vista do mar de desarranjos que o gênero navega a tempos em Hollywood, é um grande e bom diferencial.

Se o seu temor era ter o original insultado, fique tranquilo. Se o seu medo era perdermos a oportunidade de um artista nosso ter chance la fora, podem descansar, Padilha se virou muito bem, melhor do que todos esperavam em uma tarefa quase impossível. Acho que nos esquecemos que pra ele ” missão dada é missão cumprida”.

Trailer

Indgnato acha que Gary Oldman está velho.

Postado em by Kinho - Review
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  • Clovis Junior

    Exatamente, comparado com os filmes atuais este filme do Padilla se saiu muito bem. O problema é que este filme não pareceu ter um final apropriado para o que estava sendo proposto. Comparações com o Robocop de 1987 é inevitável, e quem for ao cinema para vê-lo, deve fazê-lo pensado que é uma outra obra e mais do que tudo ir de mente aberta. O que faltou nesta obra do Padilla foi o “pós” filme, ao sair do cinema não tinha o que comentar, senão somente a comparação com o clássico de Paul Verhoeven, faltou o toque do José Padilla dos Tropa de Elite.
    Mas, quer queira quer não, é uma vitória termos um brasileiro ousando no território americano, e colocando o dedo na cara deles para pôr em questão as atitudes dos Estados Unidos em relação ao resto do mundo em favor da proteção dos seus cidadãos.
    Espero que, outros bons diretores brasileiros tenham a oportunidade que Padilla teve, e façam um trabalho para marcar a história do cinema mundial.

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