Interestelar – 2014 (Interstellar – Christopher Nolan)

169 min – Aventura | Sci-Fi – EUA – Reino Unido

Definitivamente Interestelar não é um filme perfeito. Assim como seu  A Origem, o longa tropeça em passagens desnecessárias, a terrível  falta de exploração do surrealismo e a covardia do final feliz, aparente assinatura do diretor. Mas perante o gigantesco marasmo de mesmice que o mercado vive ha anos, o novo filme do aclamado diretor de O Cavaleiro Das Trevas se vale por ser algo a mais.

Numa agradável combinação de 2001: Uma Odisseia No Espaço com Amargeddon, Nolan nos entrega um drama poderoso, carregado pelo talentoso Matthew McConaughey (Cooper), usando uma inventiva plot de Sci-Fi como fundo, nos levando das lagrimas ao deleite visual com passagens memoráveis de plot twists e viagens espaciais.

Nas suas quase três horas de duração, o filme se muta varias vazes, chegando a parecer vários contos emaranhados numa fita guia que as vezes enverga mas não se quebra, onde o diretor se retrata da falta de coração de A Origem e a falta de mão em O Cavaleiro das Trevas Ressurge.

Dentre os inúmeros pontos positivos do filme, a trilha sonora foi a que mais me saltou aos olhos, ou melhor, aos ouvidos. Vivemos uma fase quase terminal nesse quesito, e ha muito tempo eu não via uma trilha incidental de verdade no cinema e que se encaixa tão bem quanto esta aqui. Composta por Hans Zimmer, ela é uma homogenia mistura de impecabilidades como as de Blade Runner e o jogo Super Metroid (Metroid 3), e isso é um grande elogio.

Em tempos de Hobbit, Anabelle, remakes infindos e uma enxurrada de bobões de capa, Interestelar é um belo presente.

Trailer

Indgnato chorou muito e não foi pouco não.

Postado em by Kinho - Review