Dishonored – 2012 (Arkane Studios – Bethesda Softworks)

 09-102-300x29 O Espião da Idade Média!

Dishonored-Capa

Playstation 3/Xbox 360/PC – Ação

O ano é 2012, o cenário gamer está infestado de FPSs como Call of Duty Black Ops 2, Borderlands 2, DLCs de Battlefield 3 e vários outros jogos do gênero. Fora isso os únicos outros jogos de sucesso como Assassin’s Creed, Resident Evil 6 e outros, sempre pregando a matança em excesso.

No meio desse “mar de sangue” explícito, uma pérola aparece, e o mais incrível, proveniente de um estúdio até então totalmente desconhecido: o Arkane Studio e seu primeiro grande jogo Dishonored.

A história se passa em uma cidade fictícia chamada Dunwall, em um mundo ainda na idade média, mas no estilo SteamPunk (medieval com uma tecnologia avançada). Em geral muito lembra Londres do século XVI, inclusive a Grande Peste (segunda onda da Peste Negra na Europa), está presente, então há ratos para todos os lados nas cidades e muita gente doente. Isso tudo trás um belo e contrastado cenário para essa história.

História essa, muito clichê, trata-se de um guarda-costas pessoal da Imperatriz de Dunwall, que cai em uma armadilha e é acusado de ter assassinado sua realeza. Então agora preso e a um dia de sua execução em praça pública ele é salvo misteriosamente por pessoas anônimas.

Logo ele chega a um local onde vive a resistência, um grupo de pessoas que acreditam que Corvo (o protagonista) não foi o assassino da Imperatriz e sim os homens que tomaram o poder.

Corvo então agora tem a possibilidade de vingar-se dos seus malfeitores e resgatar Lydia, a filha da Imperatriz que está sob as mãos dos verdadeiros assassinos de sua mãe. Em meio a essa jornada, Corvo ainda terá que enfrentar um liga de assassinos, uma organização criminosa, pessoas loucas pela doença, alguns cultistas, além da peste que corrompe toda a cidade, os ratos.

Cada uma das missões envolve assassinar políticos influentes que rodeiam o atual regente , tentando assim enfraquecê-lo até finalmente tirá-lo do poder. Corvo conta com algumas armas para essas missões, como sua espada retrátil, uma poderosa besta de mão e até uma rústica pistola.

Com um gameplay bem elaborado, onde o protagonista usa duas armas ao mesmo tempo, além de contar com poderes especiais cedidos por uma entidade espírita conhecida como “O Estranho”. Poderes esses que são os grandes trunfos de Corvo e o que trás os espetáculo para o game.

O mais simples poder faz com que corvo teleporte-se entre pequenas distâncias, assim podendo acessar lugares até então impossíveis e também passar-se despercebido por seus oponentes.

A gama de poderes inclui visão aguçada, onde Corvo pode ver a localização de itens e de pessoas, pausa do tempo, algumas habilidades físicas, além do poder de maior destaques: a possessão.

Com esse poder Corvo pode primariamente possuir ratos e peixes, com o intuito de seguir caminhos alternativos para acessar alguns locais, ou até mesmo fugir de inimigos. Mas ao evoluir esse poder Corvo pode possuir o corpo de pessoas, qualquer um no jogo, podendo fazer coisas simples como abrir portas ou mover-se. Aí é que está o trunfo, pois Corvo pode possuir seus inimigo e suicidar-se se jogando de precipícios ou entrando na rota de armas mortais.

Isso dá uma grande vantagem para Corvo, há ainda a possibilidade de terminar todas as missões sem sequer entrar em confronto, podendo eliminar seus alvos sem sequer ser percebido.

Isso inclusive molda o jogo, fazer muitos assassinatos, ser visto várias vezes, ou passar-se despercebido muda o mundo ao seu redor, podendo aumentar ou diminuir a proteção de seus alvos, ou até mesmo a disposição de itens durante a jornada.

Outra particularidade do game é a grande quantidade de informações espalhadas pelo cenário, toda uma mitologia e uma história recente foi criada para o jogo, tendo isso tudo explicado em livros e notas. Inclusive todas de ótima qualidade, onde detalha-se a caça às baleias, os projetos tecnológicos, histórico de personagens importantes e detalhes da organização do exército.

Dishonored com certeza foi a maior surpresa de 2012, com gráficos aceitáveis para sua geração, enredo convincente e uma excepcional jogabilidade, esse jogo com certeza conseguiu consolidar seu estúdio e abrir uma nova franquia nesse difícil mundo dos games.


Gounford acredita que o SteamPunk existiu em uma civilização anterior à atual.

Postado em by Kinho - Review