Dancê – 2015 (Tulipa Ruiz)

08 - 10 Divertida como rosa, elegante como Tulipa.   

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51 min – Pop Florestal – Português

Eu já destilei todo o meu amor por Tulipa no Radioteca #11 – Duplex: Austra & Tulipa Ruiz, chamando-a de “melhor acontecimento no mercado fonográfico Brasileiro na década”. E mesmo com toda admiração e carinho pelo trabalho dessa flor que canta, tenho que admitir que esperava temeroso seu terceiro disco.

Como amante de música e aspirante na arte, sei que, o terceiro álbum é o mais importante na carreira de qualquer músico popular, pois é ele que define se o mesmo é bom (ou se foi sorte), se vai, ou se fica; e para minha felicidade, e contentamento geral do da Música “Prapular” Brasileira, ela fica!

O grande afrodisíaco na música dessa cantora, desde seu primeiro álbum, foi a despretensão. E mesmo leve e divertida desde Efêmera, optar caminhar por algo mais for fun nessa altura do campeonato é algo arriscado.

Por mérito próprio aliado a sorte de trabalhar com Gustavo Ruiz (que julgo ser, o melhor produtor na atual MPB), Tulipa nos entrega em Dancê um aprimoramento do já aflorado Tudo Tanto. Cheio de metais melódicos e participações assertivas, o disco mais livre da cantora continua Pop Florestal, mas com pitadas de Dance, Jazz, Experimental e Bossa.

Particularmente, meu preferido ainda é Tudo Tanto pelo seu repertorio; mas a evolução técnica deste, é inegável. Os último discos que tinha escutado com tamanha competência nos últimos anos foram o Feel It Break (2011 – Austra), Mafáro (2012 – André Abujamra) e Random Access Memories (2013 – Daft Punk), e isso é um grande elogio!

Arranjos ricos, vocais elegantes, ótima mixagem, poesias despojadas, interessantes… Fico triste em vê-la jogada no mesmo saco de artistas como Marcelo Jeneci, Céu e outros que, apesar de fazerem parte da dita “Geração Solar” junto com ela, não detêm nem um terço do talento, competência e destreza em musicar situações como Tulipa e sua família faz.

No fim, Dancê é o provável Melhor Disco do Ano, e a afirmativa que Tulipa não é só a melhor cantora de sua geração, mas também, uma das melhores em toda a história da nossa música.

A pergunta que fica é: Porque “Megalomania” não entrou pro disco?

Making Of

Produção: Gustavo Ruiz

FAIXAS

1.Prumo” – 2:55 (Tulipa Ruiz & Gustavo Ruiz)

2.Proporcional” – 4:41 (Tulipa Ruiz & Gustavo Ruiz)

3. “Tafetá” – 3:56 (Tulipa Ruiz & Gustavo Ruiz)

4.Elixir” – 4:07 (Tulipa Ruiz & Gustavo Ruiz)

5.Reclame” – 3:57 (Tulipa Ruiz,Caio Lopes, Luiz Chagas, Marcio Arantes & Gustavo Ruiz)

6.Expirou” – 6:10 (Tulipa Ruiz & Gustavo Ruiz)

7.Jogo do Contente” – 4:32 (Tulipa Ruiz & Gustavo Ruiz)

8.Virou” – 4:46 (Tulipa Ruiz, Felipe Cordeiro & Gustavo Ruiz)

9.Físico” – 3:42 (Tulipa Ruiz & Gustavo Ruiz)

10.Oldboy” – 4:56 (Tulipa Ruiz)

11.Algo Maior” – 5:39 (Tulipa Ruiz & Gustavo Ruiz)

Indgnato só queria dormir, “fechar os olhos sem ter para onde ir” #insonia

Postado em by Kinho - Review
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  • Christian Sabino Viana

    Sei que sou suspeito, pois fui um dos que citou a mesma para vc, mas quero dizer que é justamente a ideia de fazer um álbum divertido que o torna tão incrível, ele está tocando incessantemente em meu celular( minha atual fonte de música) e quanto antes a copia física estará em casa, pois é muito bom. Também arrisco dizer que Tudo tanto é melhor, mas este com certeza tem uma elegância ímpar. Nada mais a dizer, abraços.