Cinquenta Tons de Cinza – 2015 (Fifity Shades of Grey – Sam Taylor-Johnson)

04 - 10Falho, mas com valor

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125 min – Drama | Romance – EUA | Canada

A verdade sobre Cinquenta Tons de Cinza é que todos estão errados. As feminazis por acharem a obra machista, e os homens por acharem uma bobagem para gordinhas virgens. Certos estão apenas os que titularam o mesmo como “porno da mamães” (isso é indiscutível), e as próprias mulheres, que fizeram do livro, um dos maiores best-sellers da década e que estão abarrotando os cinemas para ver em carne e osso o “gostoso do Christian Grey”.

Definitivamente não sou o publico desse tipo de conto, e muito por isso, aliado a péssima aceitação da crítica e as vergonhosas notas atribuídas nos vários sites agregadores de notas gringos e Brasileiros que eu fui vê-lo esperando não só o pior filme do ano, como um dos piores filmes da minha vida. Felizmente, me enganei.

É claro que impossível não notar seus vários defeitos: sua montagem medonha, sua plot  exagerada, sua trilha dislexa, seu final bizonho e varios outros blá blá blá. Mas a mágia e o poder da historia, superam tudo isso, por um simples fator: A Importância.

Julgo com sinceridade que Cinquenta Tons de Cinza foi uma historia contada um pouco fora do seu tempo. O fato de ser o “porno das mamães” realmente fez todo sentido pra mim ao assisti-lo. Tudo nele soa como visto por uma pessoa com mais de 35 anos, transformando o sadomasoquismo e o bondage em atividades misteriosas, quase alienígenas, e não tenho duvida nenhuma que se o mesmo tivesse sido lançado nos anos 70, ou até mesmo nos anos 80, seria um clássico do erotismo, assim como Emmannuele é.

A importância de sua existência, está justamente no fato de fazer pessoas como eu, jovem, consumidor avido de pornografia e amante inveterado do verdadeiro bondage, entender, ou melhor, compreender o que pensam as mulheres, sobre e o porque.

No próprio Christian Grey não está ilustrado apenas o sonho do homem perfeito, está depositado a realização de qualquer homem sobre uma meta de ser. O uso sábio de uma protagonista confortavelmente normal, e a atração instantânea desses dois opostos. Os conflitos do desejo e do amor, da segurança e da paixão. Tudo isso me fez se envolver com tudo, apesar de sua ideia exagerada e sua execução preguiçosa.

Não posso deixar de falar também, do que me ganhou nesse filme: Dakota Johnson.; que com sua atuação delicada como Anastásia, me presenteou com o frescor de uma paixão fervente e perigosa, sentida a flor da pele, trasbordando anseios e a perda total dos sentidos, que é tão bom, tão revigorante e gostosa de ser assistida, que reavivou em mim lembranças tenras de muito valor. Por isso não posso dizer que não gostei.

Particularmente, todos os defeitos cinematográficos e narrativos foram supridos pelas qualidades dos sentidos. É um filme falho sim, mas com seus valores. E afinal, quem nunca errou?

Escute mais opiniões sobre o filme no podcast  Caralinhos Voadores 84: CV Resenhas – 50 Tons de Cinza.

Trailer

Indgnato quer um quarto de jogos.

Postado em by Kinho - Review