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Dishonored – 2012 (Arkane Studios – Bethesda Softworks)

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 09-102-300x29 O Espião da Idade Média!

Dishonored-Capa

Playstation 3/Xbox 360/PC – Ação

O ano é 2012, o cenário gamer está infestado de FPSs como Call of Duty Black Ops 2, Borderlands 2, DLCs de Battlefield 3 e vários outros jogos do gênero. Fora isso os únicos outros jogos de sucesso como Assassin’s Creed, Resident Evil 6 e outros, sempre pregando a matança em excesso.

No meio desse “mar de sangue” explícito, uma pérola aparece, e o mais incrível, proveniente de um estúdio até então totalmente desconhecido: o Arkane Studio e seu primeiro grande jogo Dishonored.

A história se passa em uma cidade fictícia chamada Dunwall, em um mundo ainda na idade média, mas no estilo SteamPunk (medieval com uma tecnologia avançada). Em geral muito lembra Londres do século XVI, inclusive a Grande Peste (segunda onda da Peste Negra na Europa), está presente, então há ratos para todos os lados nas cidades e muita gente doente. Isso tudo trás um belo e contrastado cenário para essa história. Leia mais

The Last of US – 2013 (Naughty Dog – Sony)

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Playstation 3 | Playstation 4 – Suvivor

Depois de uma vida conturbada, o Playstation 3 fechou seu ciclo com chave de ouro. Gran Turismo 5 foi ultrapassado antes mesmo de seu lançamento, God of War 3 foi mais do mesmo, Uncharted é muito bom, mas Lara Croft de calças já era algo esperado, e Metal Gear Solid 4, bem, esse é igual Pokémon, só agrada os fãs da franquia. Já Killzone, The Little Big Planet, e outras novas franquias, jogos bons, mas nada de espetacular, ou no mínimo surpreendente.

Já o último jogo que a Naughty Dog preparou para o fim do ciclo do Playstation 3 é espetacular e com certeza entrará para a lista de melhores de todos os tempos de muitos jogadores e sem dúvida o melhor do PlayStation 3.

Depois de acompanhar as desventuras de Joel e Ellie pelo mundo apocalíptico de The Last of US, com certeza conquistei um “troféu pessoal”, pois esta história é àquilo que a indústria dos games estava esperando para firmar-se como uma arte.

Joel, o típico personagem de games do gênero, durão, antissocial, impulsivo e totalmente indiferente à vida alheia, comporta-se como se é esperado dele, faz tudo o que é preciso para cumprir sua tarefa e em momento algum decepciona o espectador/jogador.

Ellie, essa personagem tem um crescimento incrível durante o jogo, passa de uma simples garota mimada que foi criada longe de toda a realidade do mundo, para uma mulher forte e esperançosa.

A história é batida, sim, trata-se de mais um apocalipse zumbi, mesmo não se tratando de zumbis tradicionais, mas de humanos infectados por um fungo parasita, mas desta vez, os “zumbis” são apenas desafios a serem superados, apenas “encontros aleatórios” de jogos de RPG. O que importa mesmo aqui são os humanos vivos.

Nem The Walking Dead, que se propõe a apresentar o lado humano do apocalipse zumbi conseguiu ir tão longe. The Last of Us coloca humanos contra humanos em um mundo desolado, em uma batalha que muitas vezes nem sempre é pela sobrevivência, mas apenas para exercitar a maldade humana.

O desapego pelo mundo e pelas coisas vivas faz com Joel passe mais da metade do jogo apenas encarando sua viagem como uma missão, descartando qualquer sinal de amizade ou carinho por sua companheira. Já Ellie não demora para ver a figura de um pai em Joel. A interatividade entre os dois personagens é o centro da história, e chega ao ápice no final.

Final, esse já era esperado, depois de algumas horas de jogo percebemos que é o único final possível na série, infelizmente isso tira o quesito surpresa, mas pelo menos não é algo que desaponta. A única surpresa mesmo é o chefe final, ou melhor a falta dele.

A dificuldade é equilibrada, não poder carregar muitas posses, nem muito menos gastá-las à vontade dá o clima verdadeiro de sobrevivência que o jogo propõe. Muitas vezes o mais difícil de se encontrar são lâminas, o que faz sentido, já que elas seriam a primeira opção dos sobreviventes. Acredito que assim como eu, a maioria dos jogadores terminaram o jogo cheio de suprimentos, pois o medo de usá-los é tão grande que acabamos evitando ao máximo.

Tratar os “zumbis” como um simples obstáculo é tão comum que em 70% das vezes passamos por eles sem nem mesmo começar um combate, com isso dando um show de furtividade que faria até o Batman ter inveja, já que não contamos com seus aparatos tecnológicos.

Talvez os únicos pontos fracos do jogo são: a munição deixada para trás pelo protagonista, não poder pegar as armas, ou pelo menos a munição, dos inimigos mortos deixa um quesito sem sentido no jogo. E as coberturas que aparecem espalhadas pelo cenário, assim destruindo qualquer surpresa antes dos combates.

Por fim o enredo (digno de um Oscar) do jogo por si só vale a pena ser jogado, mesmo que o jogo não faça o estilo do jogador, o grande problema do enredo é exatamente o fato dele estar em um videogame, assim restringindo o público em geral. Assim como acontece com outras obras de artes, como Final Fantasy VII, infelizmente essa história será vista por poucos.

Então vivam essa história, encarem-na como um filme contado através de um jogo, assim como aprendemos a ler quadrinhos através dos filmes com os últimos de super-heróis. Aprendemos a assistir grandes filmes através de The Last of Us!

Trailer

Gounford acredita que o gênero zumbi ainda tem salvação.

Olympia – 2013 (Austra – Paper Bag Records)

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46 min – Synthpop | Dark wave | New wave | House | Indietrônica – Inglês

No segundo álbum a banda Canadense se foca nas canções e nos traz grandes surpresas como “Home” e “Paintfful Like”. Liderada pela talentosíssima Kate Stelmanis, que é sem duvida uma das melhores cantoras de sua época, Austra se mostra uma banda esperta e promissora pra cena. Junto com Feel it Break, seu primeiro álbum, Olympia consta nas listas de melhores álbuns do estilo nos últimos anos, junto com nomes como Melody A.M. dos Noruegueses Royksopp, o que não é pouca coisa!

Nas faixas “Forgive me” e “We become” (que pra mim, é a melhor musica do ano), somos afundados num espírito oitentista, sobre ótimos arranjos, carregados de A-Ha, New Order, Queen, Kate Bush e outros grandes. Tudo isso, sobre a graça e competência do trio que não tem como influências estes que citei. Engraçado não?

Numa época, onde tudo é robótico, sem sentido, pasteurizado e comum, ver um álbum que, apesar de não renovar nada, traz música de qualidade aos ouvidos, com experimentações de sons, trabalhos vocais incríveis e boas letras, é quase um milagre escutar algo como Olympia.

Produção: Austra e Mike Haliechuk

FAIXAS: (Todas as letras e composições por Austra)

1.What we done?” – 5:00

2.Forgive me” – 3:20

3.Painful like” – 3:59

4.Sleep” – 4:32

5.Home” – 4:15

6.Fire” – 4:42

7.I don’t care (I’m a Man)” – 1:11

8.We become” – 4:22

9.Reconcile” – 3:31

10.Annie (Oh muse, you)” – 3:47

11.You changed my life” – 3:11

12.Hurt me now” – 3:54

Indgnato está escutando “We Become” enquanto você lê isso.

Como Não Perder Essa Mulher – 2013 (Don Jon – Joseph Gordon-Levitt)

Postado em by Kinho - Review | 2 comentários

90 min – Comedia | Drama | Romance – USA

Para começar, não julgue ou compre esse filme por esse título: “Como Não Perder Essa Mulher”. Esse é um péssimo título, de um ótimo filme, e não faz sentido nenhum com nada que você possa ver no mesmo. Don Jon é o primeiro longa metragem dirigido pelo talentoso Joseph Gordon-Levitt (A Origem/500 Dias Com Ela), e no filme, além de dirigir, Joseph protagoniza e assina o roteiro, tarefas que ele executa com jovialidade e competência.

Na trama, Don Jon é um tipico jovem americano, que curte a vida, o corpo e as mulheres, mas que apesar de ser um verdadeiro Don Juan, e nunca ter tido problema com o sexo oposto, só se realiza com pornografia. Com uma direção esperta, com ar oitentista, e um roteiro diferente, corajoso e bem estruturado, Joseph nos entrega uma clara comédia romântica masculina, em um dos filmes mais divertidos do ano.

Um filme imperdível, pela originalidade, pela divertidíssima edição e pelo plot real e nunca explorada.

Trailer

Indgnato só não acha esse filme melhor que pornografia.

O Hobbit – A Desolação de Smaug – 2013 (The Hobbit – The Desolation of Smaug – Peter Jackson)

Postado em by Kinho - Review | 4 comentários

161 min – Aventura | Fantasia – USA – Nova Zelândia

Antes de começar a falar desse verdadeiro desastre, tenho que admitir que, O Senhor dos Anéis é um dos meus filmes favoritos, e O Hobbit é um dos meus livros favoritos, mas que antes de um leitor, eu sou um cinéfilo, e vou analisar o filme apenas como cinema, independente de sua obra inspiradora, como deve ser.

A doença: Uma jornada inesperada já foi um filme muito aquém do que poderia ter sido, por dois motivos:

1º A infeliz troca de Guilhermo Del Toro para Peter Jackson na direção.
2º A escolha de fazer 3 filmes na adaptação de um livro de 300 paginas.
Primeiro, o Guilhermo Del Toro (O Labirinto do Fauno / Círculo de Fogo) é muito melhor
diretor que Jackson, é um dos mais inventivos e competentes diretores de arte da história do cinema, o que seria um ganho vital num filme de fantasia infantil. Depois, tomado pela ganância e pela falta de respeito, Jackson decide estender o que caberia em um bom filme de 2 horas, para um de 9 horas, num verdadeiro show de encheção de linguiça, para levar o telespectador 3 vezes ao cinema. Uma verdadeira “falta de sacanagem”!

O filme começa bem, no mesmo ritmo do antecessor, cheio de coisas desnecessárias, personagens desnecessários e preguiça. Mas também com graça, pelos anões, e pela atuação carismática de Martin Freeman (Bilbo), isso até o termino da melhor cena do filme, que é a queda dos barris. Depois disso, ele sai do mediano e cai no abismo do horror!

Depois de Beorn, mais um personagem desnecessário para o filme, e da cena, apesar de empolgante, mas falha da queda dos barris com a utilização medonha de “GoPro” e uma computação gráfica pior que filmes B, a história continua com uma perseguição inexplicável aos anões, e a introdução de mais um personagem que não deveria estar ali: Legolas. Numa clara imbecificação do filme, que se estende até o final, onde Peter Jackson nos chama de retardados a todo memento em cenas repetitivas e um roteiro mastigado e didático, digno de Teletubbies.

Como se não bastasse a introdução ridícula dos elfos, temos um Thrandruil afetado em diálogos insuportáveis, e a forçação de um romance sem sentido entre uma elfa e um anão.

O filme também, a todo momento copia na maior cara dura, cenas de O Senhor dos Anéis, para mostrar ao telespectador acéfalo, que àqueles filmes estão ligados, em verdadeiras pérolas do terror, como a cena onde Gandalf bate o cajado lançando uma bola de energia tosquíssima num lugar onde a direção de arte mandou lembrança, e outra onde o olho de Sauron fica se repetindo em takes anedóticos, por quase 1 minuto, num claro insulto à quem assiste.

Na cidade de Bard, o filme se perde totalmente no poço do mal gosto e no mundo do “o que eu tô fazendo aqui?”. Nesse ponto do filme não existe mais nada da Terra-Média, tudo cheira ao genérico e à Piratas do Caribe. Parece que alguém cortou uma fita de um filme ruim de piratas e colocou no meio de O Hobbit, por que não se encaixam de forma alguma! Os cenários não fazem sentido, o figurino não faz sentido, a fotografia e o roteiro não fazem sentido…

E pra fechar com chave de cocô, vem à parte mais esperada do filme, o encontro de Bilbo com Smaug, único lugar onde nos sentimos na Terra-Média, e onde conseguimos ver Bilbo, que fica apagado o filme inteiro num mar de no sense e deselegância.

A cena prossegue com falhas, mas com carisma por Matin Freeman, mas a dublagem de todo o filme é vergonhosa, e a voz do dragão, que é mais retardado que o velho Barbosa da antiga TV Pirata, não soa como a de um monstro num grande salão, e sim como se estivesse na cabeça de Bilbo, é horrível! Os anões entram no salão e a fantasia vira comedia, numa computação gráfica digna do mundo LEGO, vista só em filmes dos anos 70.

A desolação de Smaug é um filme que não lembra em nada nenhum filme da Terra-Média já feito, ele parece um filme genérico de fantasia como Dungeons & Dragons. Os aspecto do filme é diferente, e tudo nesse filme, ao contrario da Saga de O Senhor dos Anéis, é feito em computação gráfica, da forma mais porca possível. Existem cenas em que a diferença de renderização é tão esdrúxula, que chega a ser ridículo, vide o dragão, que é incrível nos primeiros momentos de aparição, e que depois se torna um bonecão roxo batendo em pilastras, ou as cenas dos orcs, onde antes vimos uma excelente maquiagem, e agora temos um 3D safado. Tem uma cena (dentre outras, e outras ridículas), onde os anões descem um monte à cavalos, é feita também em computação. O que aconteceu? É preguiça? O filme não tem música, não tem roteiro, não tem ritmo, não tem bom senso, e não tem o por que existir.

É ofensivo e desnecessário, e não merece mediações, porque foi feito de má fé e preguiça, por um diretor que não é novato, que não é alheio à história, e que pelo contrário a domina muito bem. Uma verdadeira aula de como não se fazer cinema, digna de O Último Mestre do Ar de M. Night Shayamalan. Uma gororoba áudio-visual intragável, cheirando à podre, de um cozinheiro porco e preguiçoso, que da dor de barriga e fere os olhos. O Framboesa de Ouro pra este, já está garantido! Nem uma continuação da série crepúsculo tiraria a estatueta dele.

Trailer

Indgnato ficou indignado com esse filme!