Azul é a Cor Mais Quente – 2013 (La vie d’Adèle – Abdellatif Kechiche)

 09-102-300x29 O romance explorado ao extremo.

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184 min. – Drama | Romance – França | Bélgica | Espanha

Extremamente polêmico, Azul é a Cor Mais Quente é baseado na HQ Le Bleu est une couleur chaude de Julie Maroh, lançado em 2010.

Adèle (Adèle Exarchopoulos) é uma garota no auge de sua adolescência, sempre julgada por suas amigas de escola, Adèle se sente perdida em meio ao mundo do amor, não se sentindo confortável ao fazer sexo ou manter uma relação com alguém que não ama.

Após avistar uma garota de cabelos azuis na rua, Adèle se sente atraída pela garota, mesmo não a conhecendo. Adèle então após mais uma tentativa de relacionamento frustrada é convidada por um amigo para ir a um bar gay, lá ela encontra Emma (Léa Seydoux), a garota dos cabelos azuis, que tanto a fascina.

Adèle e Emma mantém uma relação de amizade, o que faz com que Adèle seja hostilizada por suas amigas, pois Emma é assumidamente gay, algo que não é aceito pelas garotas.

Adèle então vai contra todas as suas amigas e encontra em Emma sua primeira paixão homoafetiva. As duas então seguem com o romance secreto, enquanto Adèle tem que lidar com a família e com a opinião alheia sobre sua nova orientação sexual.

Um filme obscuro e polêmico graças as suas excitantes e explícitas cenas de sexo protagonizados pelas atrizes. O diretor Abdellatif Kechiche disse que após ter lançado o filme se arrependeu por ter explorado tanto as cenas sexuais, pois o filme ficou mais conhecido pela conotação sexual do que pela mensagem que realmente queria passar, que era a de uma paixão verdadeira entre pessoas do mesmo sexo.

Inclusive a atriz Léa Seydoux disse que se sentiu explorada pelo diretor, pois achou que as cenas de sexo difíceis e constrangedoras de se fazer. Logo foi rebatida pelo diretor que acusou a atriz de ter aproveitado todo o benefício do sucesso do filme, para só depois ir à imprensa reclamar.

Polêmicas a parte, o filme foi premiado no festival de Cannes com uma Palma de Ouro e foi apontado por vários críticos como o filme do ano. Logo ter sido ignorado pela Academia do Oscar foi motivo de repercussão em toda a mídia especializada. As atrizes e o diretor também levaram o prêmio para casa. A atuação de Adèle realmente é de destaque, várias tomadas do filme são apenas focadas em suas expressões, que realmente passam o sentimento que a personagem está sentindo no momento.

O filme vai muito além de cenas de sexo explícito entre as garotas, ele demonstra a profundidade das emoções de Adèle e explica perfeitamente que isso pode acontecer com qualquer pessoa. Suas longas cenas  e até tomadas de até 20 minutos, inclusive às que tem sexo (típico do cinema francês, como podemos ver em “Amor” de 2012), o filme torna-se profundo e bem explorado. Mas também vale como um filme pornô, principalmente para mulheres que buscam uma justificativa narrativa para evitarem o gênero.

 


Gounford acredita que o amor é isento de gênero e idade, mas há controvérsias quanto a situação financeira.

Postado em by Kinho - Review